Guia de tecidos: saiba do que são feitas suas roupas

15/08/19| MODA

Se você é do tipo que tem o hábito de checar a etiqueta interna das peças antes de comprar, talvez já tenha se aprofundado no mundo dos tecidos – e saiba bem, por exemplo, a diferença entre algodão e poliéster. Se não é expert, lançamos o desafio: que tal saber do que são feitas suas roupas? 

Conhecer as matérias-primas do que vestimos vai além de mera curiosidade. Essa informação ajuda a cuidar das peças do jeito adequado e, assim, dar a elas vida mais longa. Também impacta no conforto, já que algumas tramas permitem que o corpo respire mais, tornando certos itens melhores para os dias quentes. Por fim, existe a preocupação de todos com o meio ambiente. Materiais mais responsáveis são perfeitos para quem se preocupa com a produção e o impacto que nosso consumo fashion causa na natureza.

Antes de mergulhar no nosso pequeno dicionário de tecidos (escolhemos aqui os mais comuns no armário), vale lembrar que as fibras podem ser naturais ou sintéticas. Outro lembrete importante é que a composição das roupas nem sempre é apenas de um material. Assim, podem haver misturas (o elastano, que aumenta a flexibilidade, é um mix frequente). Tudo isso consta nos descritivos das peças da Renner ou no link dos produtos. Depois da leitura, checar a etiqueta vai, sim, virar hábito!

// ACRÍLICO: bem parecido com lã em seu visual, é um material têxtil produzido a partir de fios ou fibras sintéticas (polímero poliacrilonitrila). O toque não fica a desejar em relação a uma fibra natural. Além disso, é fácil de lavar e (outro ponto positivo) não causa alergias. O porém? Bolinhas são um risco frequente. Fique de olho para retirá-las se aparecerem após as lavagens.

A. BCI: é o algodão que leva a certificação BCI (da organização global Better Cotton Iniciative). Na prática, isso significa que o algodão da roupa foi produzido levando em conta critérios como direitos trabalhistas, uso consciente de água, produtos químicos e defensivos agrícolas. 

A. RECICLADO: é o algodão feito por meio do processo de desfibragem, que consiste em triturar e beneficiar roupas usadas ou novas, de sobras e resíduos têxteis. Novos fios e novos tecidos surgem daí, e levam as certificações Recycled Claim Standard (RCS) e Global Recycled Standard (GRS). 

// ALGODÃO: a fibra longa e esbranquiçada é uma velha conhecida até dos menos entendidos em tecidos – impossível não associá-lo a uma camiseta básica, né? Com atributos como conforto, durabilidade e maciez, é utilizado há séculos nas roupas. Vêm do algodão tecidos variados, como o cetim, o tricoline e o crepe, assim como os mais encorpados, como a flanela. Importante saber: como a indústria usa muito algodão, seu cultivo acabou se tornando prejudicial ao meio ambiente (agrotóxicos ajudam a controlar as pragas e garantir a produtividade). Opções de algodão orgânico são excelentes e um dos pilares do Instituto Renner, que trabalha junto a comunidades de mulheres do interior do Brasil.

// JEANS: nosso amado (salve, salve) material do dia a dia é feito de algodão índigo trançado, que garante sua aparência inconfundível. Por ser um tecido pesado, modela o corpo e resiste bem a toda e qualquer atividade – e quem duvida, né? Na loja virtual, você pode encontrar saias, jaquetas, bermudas e, claro, inúmeras calças jeans! Na hora de lavar, não se preocupe: quanto mais lavado e com carinha de gasto, melhor <3

// LINHO: outra fibra natural que é bastante conhecida por sua textura única, resistente e muito elegante – especialmente quando os amassadinhos ficam à mostra (ou seja: não se preocupe em passar demais, tá?). Já era usada pelos egípcios, mas foi se modernizando e sendo misturada a outras fibras, como algodão ou viscose, que melhoram seu caimento e deixam o linho perfeito para a correria do cotidiano. 

// LIOCEL: versátil, durável e elástica, é uma fibra renovável produzida com a fibra de madeira (da polpa da árvore), que leva poucos químicos. Tem toque macio e confortável, dispensando o amaciante na lavagem. A fibra é extraída de árvores certificadas com o selo FSC (Forest Stewardship Council), o que garante que a madeira utilizada é oriunda de um manejo ecologicamente adequado, socialmente justo e economicamente viável. 

// MODAL: também se origina da celulose. É sedoso ao toque e permite a transpiração, sendo mais absorvente do que o próprio algodão. Quanto à manutenção, resiste bem às lavagens, mantendo a cor mesmo depois de passar pela máquina. Itens brilhosos e vibrantes nesse material, portanto, são bem-vindos no closet – tendem a durar muito! 

// POLIÉSTER: essencial na indústria da moda porque foi responsável por diminuir o aspecto de amassado da roupa. Como é feito a partir do petróleo, tem características plásticas como uma menor respirabilidade (em dias quentes, pode reter um pouco de cheiro). Na lista de prós, a possibilidade de ser feito a partir do material reciclado, como garrafa PET. Sempre é um ponto positivo ao pensar nas matérias-primas que compramos, certo?

RE MALHA: peças de malha desenvolvidas a partir de um processo de reaproveitamento de resíduos da confecção de produtos da Renner, que atende aos princípios da economia circular, em parceria com fornecedores da cadeia de fornecimento. 

// VISCOSE: mais uma fibra artificial do time da celulose. Leve, permite que o corpo respire bem! Trata-se de uma ótima alternativa ao algodão e pode ser encontrada em peças bem variadas, com texturas – como, por exemplo, a canelada – ou lisas e cheias de movimento.
 
V. CERTIFICADA: feita a partir de fibras vegetais com manejo sustentável e processo de redução de impacto ambiental em água e emissões, a partir da produção das empresas Lenzig e Birla.

// Suede: na aparência, lembra a camurça. Mas, na forma como é feito, se diferencia – e muito! Enquanto a camurça, com acabamento macio, tem origem animal, o suede é um material sintético, desenvolvido à base de poliéster. Como ele é encorpado e muito resistente, funciona bem em blusas, vestidos e outros itens estruturados – além de aparecer em diversos acessórios, como sapatos e bolsas.

// Malha e Meia Malha: tecidos maleáveis e que não amassam são sempre boa notícia para enfrentar o dia a dia. A malha, que está entre os tecidos mais antigos do mundo, também tem elasticidade e flexibilidade – é feita de fios entrelaçados, praticamente como um tricô à máquina. Dependendo da composição e do fio, pode ter aspecto texturizado e dar vida a roupas confortáveis e até mesmo a calçados. Os tênis de malha já nasceram hit.  

// Polycotton: por ser uma mistura de fibras naturais e sintéticas – algodão e poliéster, mais precisamente – garante o melhor de cada uma no resultado. Ou seja, é um material agradável ao toque, respirável e durável. Para completar, torna possível trazer tons brilhantes à roupa durante o tingimento e não encolhe. Motivos de sobra para experimentar, não é mesmo?

// Sarja: é um tecido plano, feito de algodão ou misturado com lã. E tem esse nome porque assim são conhecidos seus ligamentos, que têm posição diagonal. Apesar de ser um tecido grosso e de esticar pouco (é muitas vezes confundido com denin), é muito confortável e resistente. Bastante usado em peças masculinas, que deixam a produção arrumadinha e original. 

PET RECICLADO: o tecido PET vem da transformação de garrafas PET em fios de poliéster – legal, né? Esse processo leva o nome de extrusão e leva as certificações Recycled Claim Standard (RCS) e Global Recycled Standard (GRS).